Militares deverão fazer entrega de panfletos e visitas a casas e escolas.
Mosquito é transmissor do zika vírus, relacionado com surto de microcefalia.
O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, anunciou nesta quarta-feira (27) que 220 mil militares atuarão no mês de fevereiro no combate ao mosquito Aedes aegypti em 356 municípios em todos os estados. Numa primeira etapa, eles deverão entregar panfletos com orientações para evitar a proliferação do mosquito. Em seguida, 50 mil homens visitarão casas para fazer inspeções.
Desde novembro, as Forças Armadas disponibilizavam 3 mil militares para atuar nesse combate, de acordo com a demanda de estados e municípios, segundo informou o Ministério da Defesa. O Aedes aegypt é o mosquito transmissor de doenças como a dengue e as febres chikungunya e amarela, além do zika vírus. O anúncio do aumento de militares atuando contra o Aedes ocorre após o governo divulgar o registro de mais de 4 mil casos suspeitos de microcefalia no país.
Em novembro do ano passado, o governo declarou estado de emergência em saúde pública devido ao aumento no Nordeste dos casos de microcefalia, quadro em que os bebês nascem com o cérebro menor do que o esperado e que pode comprometer o desenvolvimento da criança. As causas exatas do surto no Brasil ainda estão sendo investigadas, mas há fortes evidências de que o zika vírus tenha relação com o surto.