Segundo a publicação, o teste não detecta o vírus diretamente, mas os
anticorpos IgC e IgM em amostras de sangue. Esses anticorpos permitem
saber se a pessoa foi infectada, mesmo após o vírus já ter sido
eliminado do corpo. Dos outros três testes para zika que já tinham
obtido registro, dois também permitiam identificar se a pessoa contraiu
zika após a eliminação do vírus.
A Anvisa informou ainda que “o produto fabricado pela empresa canadense
Biocan Diagnostics INC. utiliza como suporte uma membrana de
nitrocelulose em que os anticorpos são capturados e revelados por meio
de uma reação que promove a formação de uma banda em cor vermelha para
cada um dos anticorpos presente”.
Até agora o diagnóstico de zika é realizado principalmente pelo PCR,
teste que identifica o código genético do vírus. Porém, o exame apenas
aponta a infecção durante o período de manifestação dos sintomas, o que
dura entre 2 e 7 dias.
Rio Grande do Sul mantém suspensão de larvicida
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul manteve a suspensão do uso do
larvicida pyriproxyfen em água para consumo humano. O Globo recorda que
a medida foi tomada no sábado após circularem notícias associando o
produto, utilizado no combate a larvas do Aedes aegypti, à microcefalia.
No entanto, o Ministério da Saúde e o laboratório Sumitomo Chemical,
fabricante do larvicida, argumentam que não há comprovação científica da
ligação entre o produto e a microcefalia. Nesta segunda, houve uma
reunião de uma hora com a participação de vários órgãos do governo
gaúcho para deliberar se a suspensão seria mantida ou revogada.