Elton Negrão e Otávio de Azevedo vão cumprir prisão domiciliar. G1 apurou que dois executivos foram soltos por causa de delação.
Otávio Marques de Azevedo, presidente afastado
da Andrade Gutierrez, foi solto nesta sexta (Foto:
Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
da Andrade Gutierrez, foi solto nesta sexta (Foto:
Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Os
executivos da Andrade Gutierrez Elton Negrão de Azevedo e Otávio
Marques de Azevedo, réus em processo da Operação Lava Jato, foram soltos
pouco antes das 19h desta sexta-feira (5). O G1 apurou
que eles assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral
do República (PGR), mas os termos ainda não foram homologados pela
Justiça.
Eles
estavam presos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região
Metropolitana de Curitiba. De lá, seguiram para a Justiça Federal, onde
colocaram a tornozeleira eletrônica e foram liberados no início da
noite. A PGR e o Supremo Tribunal Federal (STF) não confirmam a
assinatura do acordo.
Os
dois são acusados dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa,
lavagem de dinheiro, e haviam sido presos na 14ª fase da Lava Jato.
Eles estavam presos no Paraná desde junho de 2015 e passam, agora, do
regime de prisão preventiva para prisão domiciliar.
Mais cedo, o juiz Sérgio Moro suspendeu o prazo das alegações finais
no processo que envolve a Andrade Gutierrez. A justificativa do juiz é a
existência de um "fato relevante superveniente", ou seja, um fato que
surgiu depois do processo em andamento. Moro não explicou qual seria
este novo episódio.
No
despacho, Moro pede para que o MPF, defesas e assistente de acusação
sejam intimados. Ele ainda diz que, depois, decidirá sobre a melhor
forma para retomar o processo.
A
apresentação das alegações finais é o último trâmite da ação penal
antes da sentença do juiz. No fim de janeiro, o MPF apresentou as
alegações pedindo a condenação de 11 pessoas, dentre elas executivos da
empreiteira, e a absolvição de duas pessoas que haviam sido denunciadas.
Acordo de leniência
Em novembro do ano passado, Andrade Gutierrez fechou um acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A empreiteira terá que pagar uma multa civil de R$ 1 billhão para ressarcir o prejuízo da Petrobras.
Em novembro do ano passado, Andrade Gutierrez fechou um acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A empreiteira terá que pagar uma multa civil de R$ 1 billhão para ressarcir o prejuízo da Petrobras.
Outra suspensão
Nesta mesma semana, na terça (2), o juiz determinou a suspensão do prazo para as alegações finais da defesa na ação penal que envolve a empreiteira Odebrecht, que também foi investigada na 14ª fase da Lava Jato.
Nesta mesma semana, na terça (2), o juiz determinou a suspensão do prazo para as alegações finais da defesa na ação penal que envolve a empreiteira Odebrecht, que também foi investigada na 14ª fase da Lava Jato.
No
caso da Odebrecht, a decisão foi tomada porque, conforme Moro, a
Justiça da Suíça considerou irregular o procedimento de envio ao Brasil
de informações sobre contas da empresa que teriam sido usadas para pagamento de propina a diretores da Petrobras.Executivos da Andrade Gutierrez deixam a cadeia com tornozeleiras