Já o sangue recolhido nos territórios franceses das Caraíbas - Guayana, Martinica e Guadalupe – estará sujeito a testes para constatar a presença do vírus.
A ministra da Saúde francesa aconselhou as mulheres grávidas a evitar, "se puderem", viajar para as regiões da América Central e do Sul. Em relação às grávidas das regiões francesas na América, a ministra recomendou o controle médico permanente, e disse que o país está disponibilizando testes, pagos pela Segurança Social, para identificarem mulheres contaminadas.
De acordo com Marisol Touraine, existem atualmente 18 casos de Zika registrados na França, todos importados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) já tinha considerado "adequado" restringir as doações de sangue de viajantes oriundos de países de risco, para evitar uma eventual propagação do vírus Zika.
Situação de emergência
A OMS declarou no dia 1º situação de emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus Zika identificados em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros registrados de malformação congênita e síndromes neurológicas.
A decisão foi tomada após reunião de um comitê de emergência em Genebra, convocado pela entidade na última sexta-feira (29) para tratar do assunto.
Durante coletiva de imprensa, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, destacou que ainda é necessário comprovar cientificamente a ligação entre infecções pelo vírus Zika em gestantes e casos de microcefalia em bebês. As evidências, entretanto, são consideradas fortes pelos especialistas do grupo.
Com Agência Brasil